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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

The International Court of Justice and the Judicial Politics of Identifying Customary International Law

University of Muenster – Faculty of Law; Max Planck Institute for Research on Collective Goods

November 1, 2016

Forthcoming in European Journal of International Law, Vol. 28 (2017) 

Abstract: 

It is often observed in the literature on customary international law that the identification practice of the International Court of Justice for customary norms deviates from the traditional definition of customary law in Art. 38 (1) lit. b of the ICJ Statute. However, while there are many normative and descriptive accounts on customary law and the Court’s practice, few studies try to explain the jurisprudence of the ICJ. This study aims at closing this gap. I argue that the ICJ’s argumentation pattern is due to the institutional constraints that the Court faces. In order for its decisions to be accepted, it has to signal impartiality through its reasoning. However, the analysis of state practice necessarily entails the selection of particular instances of practice, which could tarnish the image of an impartial court. In contrast, if the Court resorts to the consent of the parties or widely accepted international documents, it signals impartiality.

Number of Pages in PDF File: 31

Disponível em: <https://ssrn.com/abstract=2876543>. Acesso em: 05 dez. 2016.

segunda-feira, 22 de março de 2010

COSTUME INTERNACIONAL

Costume é um conjunto de normas sedimentada pela prática reiterada no longo espaço de tempo. Estas normas quando adotadas tornam-se obrigatórias para toda a comunidade internacional, o que significa dizer que em caso de descumprimento o Estado estará sujeito a uma sanção. Além da obrigatoriedade, outras características inerentes do costume são: a uniformidade que consiste na repetição de certos atos na vida internacional e a evolução,pois se adequa à realidade social.
Para a configuração de um costume não basta somente a constatação de uma prática reiterada, é preciso algo mais, como a presença de dois elementos constituintes material e subjetivamente. O primeiro elemento consiste na prática, na multiplicidade de precedentes aceitos e seguidos pela comunidade internacional, conforme denota Roberto Luiz Silva, tais práticas devem trazer no seu âmago a convicção dispersa entre os sujeitos de direito de que ela é obrigatória. o elemento subjetivo, refere-se a opinio juris, que é a “expressão da consciência coletiva da sociedade internacional aceitando como novo direito”(SILVA, P.100)
Como principal fonte reconhecida do Direito Internacional Público, o costume é também a que encontra maior resistência de aplicação frente as situações controvertidas gerais. Existem argumentos para todos as vertentes e inclinações teóricas a fim de reduzir o costume em “primo-pobre” das fontes de interpretação, uma delas sustentada, principalmente por países emergentes, nas demais Convenções é de que aquela possui meios de prova difícil e um método de interpretação inconstante – o que dificulta ainda mais a credibilidade de que a pretensão jurídica seja atendida --, assim como a morosidade na mudança das convenções – que urge soluções rápidas para a pacificação das querelas inter-estatais. Além destas, há quem alegue que o costume é reflexo de um conjunto de vontades dos países dominantes, o que denota uma opressão jurídica para com os Estados menores.
Se o costume teve reduzida sua importância pelas principais Cortes,e transformou-se em fonte desmerecida para os principais doutrinadores, Celso de Mello denota um efeito primordial daquele nas relações interestatais, qual seja, que o costume sempre é invocado para obrigar os Estados que não ratificam convenções que tiveram aceitação por parte de outros (MELLO, p. 294). O caráter vinculativo e obrigatório que o costume possui é fundamental para o comprometimento dos Estados com a ordem social internacional, haja vista que, os países ainda que não- signatários ainda estarão compromissados a respeitar as condições e efeitos do acordo.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
MELLO, Celso Duvivier de Albuquerque. Curso de direito internacional público. V. I. Rio de Janeiro: Renovar, 2004.
SILVA, Roberto Luiz. Direito Internacional Público. Belo Horizonte: Del Rey, 2005.
Marília Anchieta, 9 período noturno, monitora da disciplina de Direito Internacional Público.